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19/09/2015
04/02/2011
Que venha minha "barra pesada" 4 série C!
Primeiramente, o grito: AAAAAAAAhhhh!!!
Agora o desabafo...
Depois de trabalhar 2 anos em uma escola nova, recém inaugurada, com professores novos (não de idade, mas de mente!) estou encarando o desafio de ser "nova" de idade e na profissão, em uma escola em que, digamos assim, a grande maioria já percorreu pelo menos 80% do caminho para a aposentadoria.
Isso deveria ser bom, afinal já tive oportunidades maravilhosas de aprender muito com professores experientes e 100% comprometidos com o que fazem. Mas nem sempre as coisas são assim.
Em apenas 3 dias de trabalho já fui jogada na berlinda para falar, fazer tarefas e chamada tantas vezes quantas perdi a conta de "menina". Fora que minha sala não tem lousa! rsrsrs... Parece mentira.
Fui a ultima a escolher a classe e peguei a que ninguém mais quis... Até hoje, não tinham falado nada terrível desses alunos, mas eu estava esperando que logo falariam.
Primeiro comentário que ouvi ontem foi: "Nossa, essas quartas séries são heterogêneas!". Se fosse há alguns anos atrás eu pensaria "Não é obvio que são heterogêneas? Se têm mais de 1 aluno têm que ser heterogêneas mesmo, né!" rsrs... Mas hoje em dia acho que consigo entender melhor o que está nas entrelinhas e não tive dúvidas de que o que ela quis dizer usando "pedagogês", foi nada menos que: minha sala têm uns poucos alunos "bonzinhos", alguns "mais ou menos" e uns vários "muito ruizinhos", e uns outros que "não escrevem nem o próprio nome". Basicamente, isso.
Então, nessas horas a gente aprende que não falar nada é a melhor das saídas. Até porque, com minha cara de "menina", dificilmente iriam acreditar que eu sei o que são salas heterogêneas e não tenho medo delas, não! rs...
Daí, a 2a bomba que tentaram me jogar foi hoje. Todo mundo lá sabe que na 4a série existe uma aluna com paralisia celebral, só que ninguém sabia dizer em que 4a série ela estava. O estranho é que quando perguntaram para a outra professora da 4a série se essa aluna era "dela" ela disse com a maior convicção "NÃO". "Estranho isso, né!", pensei. Mais estranho ainda é o fato de que eles não modificaram as salas do ano anterior, a 3aA virou 4aA, a 3aC virou 4aC, a minha sala. E milagrosamente esta aluna especial veio para a minha lista, sendo que ela não era da 3aC no ano passado.
Ahh, já virei o alvo dos "sinto muito", "você consegue", "é tranquilo, você vai ver", "ela falta bastante"... (Ah, dá até vontade de rir)...
GENTEEEEE, eu não tenho medo de inclusão também! rs
Para ser sincera eu tinha medo até 2 anos atrás, quando me deparei com o Renan, meu aluninho que tinha uma doença rara genética que o deixava tão cheio de bolhas e machucados abertos no corpo inteiro, que era até difícil olhar para ele. E de fato, tive uma crise de choro e queda de pressão quando o vi pela primeira vez e cheguei a pensar que não iria conseguir sequer tocar nEle.
Ahh, mas Deus me ensinou tanto através daquela vidinha nos 2 anos que passamos juntos! Foi maravilhoso aprender a olhar para esse menino que foi criado por Deus e amado por Ele, e enxergar, não a doença, mas a criança, com toda a curiosidade, inocência, capacidade de aprender, energia e carinho que as outras também demonstram. E foi tão gratificante quando, no fim do ano passado dei um abraço e um beijo nele e o vi sorrindo, coisas que demoramos mais de 1 ano para conseguir.
Ahh... Depois de lembrar disso, o que quero dizer é:
Além disso, Ele sabe onde e com quem devemos estar, e é Ele que nos coloca em determinados lugares, com determinadas pessoas e circunstâncias mais desafiadoras porque quer trabalhar nas nossas vidas, além de usar-nos para ser bênçãos na vida de outros!
Quero me lembrar disso sempre que achar o desafio difícil demais, ou cansativo demais, ou além das minhas forças. Deus me colocou ali e vai me ajudar!
E ele colocou você, que está lendo isso onde você está também!
Que possamos ser bênçãos, que possamos fazer a diferença, que possamos brilhar em um mundo que se encontra no escuro, que sejamos o sal que dá sabor às conversas, aos relacionamentos, aos ambientes de trabalho tão insossos por onde passamos.
Senhor, me ajude a ser bênção onde eu estiver! Esse é o meu desejo, a minha oração, a minha paixão.
E que venham meus já amados alunos da 4a série C!
26/08/2010
O que nem toda didática do mundo é capaz de ensinar

Didática é técnica. Técnica de ensinar.
Como professora, queria didática para tudo:
Para ensinar a jogar bola,
Para ensinar a cozinhar,
E principalmente, para discipular.
Quando a gente investe tempo em uma vida,
E sente que nada do que tentamos mostrar fez alguma diferença,
Surgem perguntas, indagações...
O que mais posso fazer
Para mostrar a ela
Que cristianismo não é religiosidade,
Que Deus não se importa com aparências e rituais,
Que Ele quer um coração quebrantado e contrito,
Com desejo de ser transformado?
O que, então, faltou
Para fazê-la entender
Que Ele abençoará seus planos
Se ela apenas entregá-los em Suas mãos
Deixando que Ele dirija
Deixando que Ele dite as regras?
Como ajudá-la a aprender
Que perdão é uma decisão
Que traz como consequência paz, leveza e alegria
Manda embora a dor, a amargura e o rancor
E restaura os relacionamentos quebrados?
Como fazê-la ver
Que a felicidade não está em algum lugar específico, ou em alguma situação específica
E que se ela não pode ser feliz aqui, agora,
Dificilmente o será em qualquer outro lugar do mundo
Ou em qualquer outra circunstância?
Como dizer de forma que entenda
Que não adianta fugir dos problemas,
Pois se Deus quer mudar seu coração,
Maiores provações e desafios virão,
E será que ela terá coragem para encará-los de frente?
Como, como, como?
Nem toda a didática do mundo poderia me ajudar nesses "comos".
Mas eu sei, já tenho as respostas:
Oração, Palavra de Deus,
E o agir do Espírito Santo em seu coração.
Ele não precisa de mim, humana e tão falha...
E não precisa de didática nenhuma.
Ele é o onipresente, onipotente, onisciente.
Ele irá com ela...
Ele a mostrará.
Ele.
13/08/2010
Sentindo saudades
Minhas emoções estão um tanto bagunçadas hoje. Me sinto como que entrando em um túnel giratório que está me tirando toda estabilidade, apoio e conforto...
Quando a vida resolve mudar, quem pode segurar? Ou melhor, quando chega o momento preparado por Deus para que sigamos para a próxima etapa, com nova rotina, novos lugares, novas pessoas, novos desafios e novas responsabilidades, quem pode segurar o destino já traçado desde a fundação do mundo? É, isso seria como remar contra a maré, nadar contra a correnteza, andar contra o vento... Só geraria estresse, cansaço, insatisfação e trabalho inútil.
O jeito é deixar-se levar. Soltar o remo, deitar-se no rio, colocar as pernas para cima e deixar a correnteza guiar. Só de pensar o sentimento que isso traz é de muito mais paz, conforto e facilidade.
As mudanças que tenho em vista são boas. São sonhos e planos a muito desejados que estão se realizando. Vou me casar! Terei meu maridinho perto de mim, poderei cuidar dele, poderemos ter uma família, filhos, nosso lar... Poderemos servir ao Senhor juntos, viver momentos únicos, curtir a vida ao lado um do outro. Tudo isso é incrível, é um presente de Deus!
Mas, já estou sentindo saudades.
Sinto saudades da minha vó e do meu vô. Apesar dos alguns conflitos, eu os amo demais e agradeço ao Senhor por cada dia que pude passar aqui ao lado deles. Serei eternamente grata pela roupa lavada e passada (sempre), pela comida deliciosa (sempre), pela espera no portão quando chego à noite (sempre), pelo carinho e pelo cuidado que eles SEMPRE demonstraram. Não tem dinheiro, não há palavras, não há simplesmente nada que eu possa dizer ou fazer que pague tudo o que fizeram durante esses 5 anos que morei aqui.
Sinto saudades da minha igreja. Das famílias, das senhoras (minhas amigas), das crianças (tantas delas acompanhei o crescimento físico e espiritual...), dos jovens (amigos de todas horas), do ministério de música (que admiro tanto), do ministério de ensino (que pude ajudar e vi crescer ao longo dos anos), do coral, das cantatas de Natal, das EBFs, do oanse, dos cultos de oração, dos acampamentos, dos juniores (amados de paixão), da minha querida família (Pastor, Julieta, cunhados e irmãs) e de tantas outras coisas...
Ahh... Rio Pequeno, igreja da minha infância onde brincamos de esconde-esconde, pega-pega, gato-mia...; onde trocamos os primeiros bilhetinhos de amizade colorida, onde aprendemos a cantar com divisão de vozes logo nos primeiros anos da adolescência, onde aprendemos tanto de Bíblia, de amar a Deus, decoramos inúmeros versículos e vivemos tantos momentos de crescimento espiritual. Saudades!
Sinto saudades do meu trabalho. Apenas dois anos foram suficientes para descobrir um campo fértil de amizades, de pessoas queridas e dispostas a ajudar. É tão bom trabalhar com alegria, dar risadas, conversar sobre assuntos profundos, compartilhar do amor de Deus, ter espaço para falar, contar com a compreensão, sentir que as pessoas são humanas. Sim, nunca trabalhei em um ambiente tão humano como o CEU Uirapuru. Aprendi a admirar aqueles que estão na direção, aprendi a respeitar mais as diferenças e entender que bons resultados são apenas conseqüência de um trabalho feito conjuntamente por uma equipe coesa. Obrigada a todos os colegas por tudo que aprendi sobre profissão, sobre ser professora e que levarei para toda a vida.
Saudades, saudades, saudades...
Semana passada minha aula dos juniores foi sobre seguir a Jesus. Quase nunca isso é fácil, não é muito cômodo e por vezes é bem desafiador, mas é a única forma de encontrar verdadeira felicidade.
Não existe lugar no mundo melhor para se estar do que o centro da vontade de Deus. Lá, alegria, paz e satisfação são garantidas!
Tenho meditado em um dos versículos dessa lição:
"E Jesus lhe disse: Ninguém, que lança mão do arado e olha para trás é apto para o reino de Deus." (Lc 9:62)
Prosseguir, não olhar para trás... Ele dará forças, Ele será o apoio, o conforto, a direção, a paz, a tranquilidade, o amor e a segurança!
30/03/2010
Casar dá trabalho!
Nossa, realmente eu não tinha noção de como é trabalhoso planejar um casamento.São tantas coisas, tantos detalhes, tantos gastos...
Às vezes me bate um desespero, dúvidas invadem minha mente e perguntas do tipo:"Será que vamos conseguir?"
Existe um abismo tão grande entre um sonho e a realidade... No sonho as coisas são ideais, são belas, perfeitas e possíveis, mas são utópicas...
A realidade mostra que nem tudo é tão possível, mas nem por isso as coisas deixam de ser belas. Muitas vezes será preciso abrir mão de certas preferências e admitir que nem tudo será perfeito.
Tenho tentado trabalhar em minha mente essa idéia, sem permitir que isso tire o brilho e ofusque o valor desse momento tão único, tão especial que em breve iremos viver.
Casamento envolve desafios: o desafio de confiar em Deus, sabendo que Ele irá suprir nossas necessidades e abrir as portas que precisam ser abertas; o desafio de "fazer o relacionamento dar certo", custe o que custar, pois é na hora do estresse, das dívidas, das correrias, que as coisas começam a se mostrar mais complicadas. Além disso, há o desafio de não se comparar com outros, não olhar para o que não será possível fazer, mas alegrar-se com aquilo que Deus está nos possibilitando.
Ahh... tantos outros desafios estão me vindo a mente. O desafio de se inserir e ajudar seu cônjuge a ser inserido em sua nova família; o desafio de abrir mão de uma vida tranquila, com comida pronta e roupa lavada que tenho hoje e iniciar uma nova vida, em que serei responsável por um lar, por meu marido, por uma família....
Ahh, mas pensando em tudo isso chego a conclusão: É ISSO QUE QUERO! Vale a pena.
Confio no Senhor, Ele nos dará forças. Ele irá concluir da Sua maneira perfeita a boa obra que começou em nós! =0)
18/03/2010
Desafios...
Hoje, com ajuda da minha amiga Katarine, estava refletindo sobre como é difícil amar alguém quando não aprovamos suas atitudes.
Para mim isso é um desafio ainda maior quando a pessoa em questão, durante muito tempo engana a todos com aparências, até o dia em que tudo que estava oculto vem à tona.
Desafio, sim. Entre tantos outros que enfrentamos.
No entanto, todos nós somos pecadores e diante de Deus não somos melhores do que outros.
Ele nos ama com um amor infinito, mesmo quando falhamos, quando erramos, quando transgredimos conscientemente seus ensinos e mandamentos...
Quem somos nós para julgar, criticar ou condenar alguém? Não, não temos esse direito.
Amar é a única coisa que devemos fazer para agradar a Deus. Ele irá julgar a todos um dia, conforme a obra de cada um. Só ELE pode fazer isso.
Enquanto isso, olhemos para nossas próprias vidas e nos empenhemos em mudar aquilo que não está bom. E quanto aos outros: amá-los, orar por eles e ajudá-los na caminhada cristã, tendo a imagem de Cristo como alvo.
Para mim isso é um desafio ainda maior quando a pessoa em questão, durante muito tempo engana a todos com aparências, até o dia em que tudo que estava oculto vem à tona.
Desafio, sim. Entre tantos outros que enfrentamos.
No entanto, todos nós somos pecadores e diante de Deus não somos melhores do que outros.
Ele nos ama com um amor infinito, mesmo quando falhamos, quando erramos, quando transgredimos conscientemente seus ensinos e mandamentos...
Quem somos nós para julgar, criticar ou condenar alguém? Não, não temos esse direito.
Amar é a única coisa que devemos fazer para agradar a Deus. Ele irá julgar a todos um dia, conforme a obra de cada um. Só ELE pode fazer isso.
Enquanto isso, olhemos para nossas próprias vidas e nos empenhemos em mudar aquilo que não está bom. E quanto aos outros: amá-los, orar por eles e ajudá-los na caminhada cristã, tendo a imagem de Cristo como alvo.
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